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Pior do que não saber é pensar que sabe

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 Quando a certeza vira identidade e a ideologia vira álibi Existe um tipo de ignorância que não faz barulho. Ela só atrapalha. Não é a ignorância de quem admite que não sabe. Essa é tratável, quase sempre com uma conversa boa e algum estudo. A ignorância realmente perigosa é outra. É a de quem se sente pronto antes de estar pronto. É a de quem confunde convicção com conhecimento. É a de quem transforma opinião em identidade. “Pior do que não saber é fingir que sabe.” A frase, popularizada por Mario Sergio Cortella, descreve exatamente esse ponto de ruptura: quando a pessoa deixa de aprender porque já se declarou “sabedora”. E se você quiser ver isso funcionando no mundo real, basta observar o lugar onde a certeza é mais recompensada: o debate político. A certeza é confortável. A incoerência é útil. Ideologias, quando saudáveis, são mapas. Quando adoecem, viram álibis. E o álibi tem uma função simples: permitir que eu critique no outro o que eu desculpo em mim, desde que eu us...