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O mapa da informação política no Brasil

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  Ao olhar esse gráfico, uma coisa me chama muito a atenção: em pleno tempo de internet, redes sociais e acesso instantâneo à informação, ainda existe um segmento fortemente dependente da mídia tradicional para formar sua visão política. A leitura mais interessante, para mim, está no comportamento de dois grupos que, à primeira vista, poderiam parecer próximos: o lulista e o esquerdista não lulista. Mas os dados mostram que não são iguais na forma de se informar. O grupo esquerdista não lulista aparece dividido entre TV e redes sociais. Isso, de certa forma, indica uma abertura maior para consultar mais de uma fonte, comparar narrativas, ver diferentes versões dos fatos e, a partir disso, construir um entendimento mais amplo da realidade. Não significa, necessariamente, concordar com tudo o que circula na internet, mas mostra uma disposição maior para sair da bolha de um único canal de informação. Já o lulista, segundo o gráfico, continua muito mais concentrado na mídia tradicio...

Pior do que não saber é pensar que sabe

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 Quando a certeza vira identidade e a ideologia vira álibi Existe um tipo de ignorância que não faz barulho. Ela só atrapalha. Não é a ignorância de quem admite que não sabe. Essa é tratável, quase sempre com uma conversa boa e algum estudo. A ignorância realmente perigosa é outra. É a de quem se sente pronto antes de estar pronto. É a de quem confunde convicção com conhecimento. É a de quem transforma opinião em identidade. “Pior do que não saber é fingir que sabe.” A frase, popularizada por Mario Sergio Cortella, descreve exatamente esse ponto de ruptura: quando a pessoa deixa de aprender porque já se declarou “sabedora”. E se você quiser ver isso funcionando no mundo real, basta observar o lugar onde a certeza é mais recompensada: o debate político. A certeza é confortável. A incoerência é útil. Ideologias, quando saudáveis, são mapas. Quando adoecem, viram álibis. E o álibi tem uma função simples: permitir que eu critique no outro o que eu desculpo em mim, desde que eu us...

O recorde de turismo no Brasil tem dono — e não é o Brasil.

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Vamos comemorar?  O Brasil registrou recorde histórico de 7 milhões de visitantes internacionais entre janeiro e setembro de 2025 — o maior volume já registrado, segundo dados da Embratur e da CNN. Mas há um detalhe importante: Mais de 2,7 milhões desses turistas são argentinos, o que representa disparado a maior origem de visitantes no país. Só o Rio de Janeiro recebeu cerca de 600 mil argentinos, alta de 83% em relação a 2024. E o que explica isso? Mais do que mérito das políticas brasileiras, o aumento está ligado à melhora gradual da economia argentina e à recuperação do poder de compra local, o que permitiu aos argentinos voltarem a viajar. Vale lembrar que, em outubro de 2025, o governo dos EUA e o presidente Milei firmaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões, que deve fortalecer ainda mais o peso argentino — e, possivelmente, ampliar ainda mais esse fluxo de turistas nos próximos meses. Enquanto isso, o Brasil segue sem novas ações estruturais de atração ...

QUANDO A IDEOLOGIA ROUBA O SÍMBOLO NACIONAL

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  O Partido Acima da Pátria Essa é pra você, meu amigo, que outro dia estava escandalizado com a suposta saudação nazista do Elon Musk, mas agora não teve uma palavrinha sequer pra comentar essa imagem aqui. O que houve? O Globo não publicou nada, a Tabajara News ficou em silêncio... e aí? Sem pauta pronta, não tem o que repostar? Olha... a imagem fala por si. O presidente aparece diante de um mural cuidadosamente montado, intercalando bandeiras do Brasil com versões em vermelho e uma estrela amarela no centro. Ora, essa estrela vermelha no fundo carmim não é só uma escolha estética. É simbólica, é política. E mais: é partidária. O problema aqui não é ter lado. Todo político tem. O problema é escancarar o lado como se fosse a única verdade nacional. A bandeira do Brasil tem suas cores, seu significado, seu respeito construído ao longo da história. Não é vermelha. Não é símbolo de partido. É de todos. Enquanto isso, a imprensa — tão vigilante quando alguém do outro espectro ideoló...

Mercado de Reposição de Pneus para Ônibus e Caminhão em 2060

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Uma Análise Futurista:   O mercado de reposição de pneus para ônibus e caminhões em 2060 será completamente transformado pela tecnologia, sustentabilidade e novos modelos de negócios. Imagine um mundo onde os pneus nunca mais precisem ser trocados por desgaste excessivo, onde sensores avançados e nanotecnologia permitem que cada pneu se regenere automaticamente, evitando furos e prolongando sua vida útil. O transporte rodoviário será dominado por veículos autônomos que, conectados a sistemas inteligentes, monitoram e ajustam a performance dos pneus em tempo real, garantindo máxima eficiência, menor consumo de energia e uma redução drástica de acidentes causados por falhas mecânicas. Os avanços na inteligência artificial permitirão que caminhões e ônibus otimizem automaticamente a aderência e a flexibilidade estrutural dos pneus conforme a necessidade da estrada, do clima e da carga transportada, sem depender de ajustes de pressão. Se hoje a recauchutagem e a reciclagem são tendênc...

OZEMPIC PARA QUE SERVE?

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 O Ozempic é um medicamento de última geração aprovado pela FDA, que tem como objetivo melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes tipo 2. Ozempic é um inibidor de incretina, o que significa que ele ajuda o corpo a produzir mais insulina quando necessário. O Ozempic foi desenvolvido para ser usado como parte de um programa de gerenciamento de diabetes, que inclui uma dieta saudável, atividade física regular e exames de acompanhamento para medir seus níveis de açúcar no sangue. Ele é administrado por injeção e, geralmente, tomado uma vez por semana. O uso do Ozempic tem sido associado a vários benefícios, incluindo uma redução significativa nos níveis de açúcar no sangue e um aumento na sensibilidade à insulina. Isso ajuda a prevenir complicações relacionadas à diabetes, como doenças cardíacas e doenças renais. Além disso, o Ozempic também pode ajudar a melhorar o controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 1. No entanto, como qualquer medicamento, o Ozem...

Ouro, prata e bronze? Ouro, petróleo e lítio!

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            A corrida por eficiência energética já movimenta os bastidores do distrito de Potosi, onde está localizado a Salmoura de Uyni, no interior da Bolívia de Evo Morales. Segundo a revista Galileu: Chile, Argentina e Bolívia possuem juntos 75% de todas as reservas mundiais de lítio, porém 50% da reserva mundial encontra-se na Bolívia.      Talvez você esteja se perguntando: o que é lítio? Lítio é um mineral usado na produção de baterias recarregáveis. Essa mesma que tem no seu celular e computadores portáteis. Equivalente a corrida do ouro no final do século 19 surge uma corrida pelo já chamado ouro branco.      Com objetivo declarado por diversas montadoras de ver seus projetos circulando nas ruas, o mundo se volta para um novo commodity que surge para substituir o petróleo com a promessa de ser fonte de uma energia limpa e renovável. A princípio, realmente, parece ser uma revolução no impacto ambiental causado pel...