QUANDO A IDEOLOGIA ROUBA O SÍMBOLO NACIONAL

 

O Partido Acima da Pátria





Essa é pra você, meu amigo, que outro dia estava escandalizado com a suposta saudação nazista do Elon Musk, mas agora não teve uma palavrinha sequer pra comentar essa imagem aqui. O que houve? O Globo não publicou nada, a Tabajara News ficou em silêncio... e aí? Sem pauta pronta, não tem o que repostar?

Olha... a imagem fala por si. O presidente aparece diante de um mural cuidadosamente montado, intercalando bandeiras do Brasil com versões em vermelho e uma estrela amarela no centro. Ora, essa estrela vermelha no fundo carmim não é só uma escolha estética. É simbólica, é política. E mais: é partidária.

O problema aqui não é ter lado. Todo político tem. O problema é escancarar o lado como se fosse a única verdade nacional. A bandeira do Brasil tem suas cores, seu significado, seu respeito construído ao longo da história. Não é vermelha. Não é símbolo de partido. É de todos.

Enquanto isso, a imprensa — tão vigilante quando alguém do outro espectro ideológico fala em "liberdade de expressão" ou posta uma bandeira diferente — agora silencia. Onde estão os analistas de plantão? Cadê o alvoroço das manchetes, os editoriais indignados? Nada.

Imagine se fosse o contrário. Se um outro presidente aparecesse com um mural verde e amarelo ao fundo, recheado de símbolos conservadores. Já pensou? Seria acusado de militarização, autoritarismo, fascismo... ou, como está na moda: nazismo.

Mas quando é o vermelho que domina a cena, é tratado como “decoração temática”.

Esse tipo de imagem comunica muito mais do que parece. Não é só uma foto de fundo. É uma mensagem. É uma tentativa de substituir o símbolo de um país pelo de um partido. E isso, meus amigos, deveria acender o alerta de qualquer democrata — de verdade.

Thiago Nascimento
04 de abril de 2025

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